12 de jan de 2010

Retirado do "O Mosqueteiro e sua cachaça" ANARCORINTHIANS!

*** Parte do Post do Mano Filipe do ANARCORINTHIANS. 
Porque um post deste tem que ser passado a diante a qualquer custo. Na integra clique AQUI.


Família Corinthiana,
2010 é ano para se comemorar, como em qualquer ano da Eternidade Corinthiana, a existência do Clube do Povo.
Todos entenderão, porém, o que é o ano no qual comemoramos o primeiro século de Eternidade da História e da Vida do CORINTHIANS PAULISTA!
Este ano é especialíssimo.
O Clube que não duraria mais que um inverno completa Um Século de História!

Adquiri, nesta sexta-feira que passou, o livro do Lalau, Corinthiano e escritor. Chama-se "Fiel 100 anos", e traz frases de Corinthianos de todas as estirpes, classes, profissões, fazendo um caldo cuja mistura é, Corinthianamente, de fazer chorar. Li numa tacada só, em menos de duas dezenas de minutos. Chorei.
Lalau deixa clara a idéia: "Torcida que tem um tricampeão de Fórmula 1, herói para os brasileiros, e um presidente da República. Mas que conta também com o gari, o camelô, o policial, a manicure, o operário, o economista, o piloto de avião... E eu e você".

Por isso, tomarei a liberdade de reproduzir aqui algumas partes do livro, alguma frases, e que estes exemplos instiguem o leitor a adquirir o livro também.

Comecemos, pois, com esta frase:


"Sabe, eu pagava dois mil réis por mês pra jogar noCorinthians (...) O Corinthians daqueles tempos era muito pobre, como o bairro onde foi fundado, o Bom Retiro. Mas era outra coisa. Depois dos jogos, a gente saía abraçado com os torcedores, íamos jantar na casa de um ou de outro".
Neco, o Símbolo.

Manuel Nunes não foi um fundador, mas foi irmão de um fundador. Manuel Nunes não foi mais craque que nenhum dos tantos craques que defenderam o Clube do Povo. Talvez não tenha sido sequer o mais raçudo em campo, se compararmos com a Raça Imortal do Deus da Raça - Idário, ou ainda a Raça de Pai Jaú, o zagueiro que incorporava a Alma Corinthiana.
Mas há algo que ninguém teve mais que Manuel Nunes. E algo que Manuel Nunes pode dizer que tem mais que qualquer um. É a Vivência Corinthiana. Como jogador, sócio, torcedor, ninguém respirou, viveu, amou e defendeu mais oCorinthians que Neco.
Neco não era "somente" a Alma Corinthiana encarnada; ele era o próprio Corinthians em um só. Por isso Neco é o Símbolo.
E quando pensamos em Corinthians, não podemos deixar de pensar em Neco.

Mas nem mesmo Neco consegue encerrar uma explicação do que vem a ser "Ser Corinthiano".
É uma médica homeopata que envereda pelo caminho que Neco, e todos os Corinthianos do mundo, vivenciaram e vivenciam, e o explica em forma, digamos assim, sintética;

"Ser Corinthiano é estar, mesmo com a experiência do sofrimento, submetido à inusitada sensação de alegria, com ou sem vitórias"
Dra. Márcia dos Santos

Mas eis que Lalau encontrou uma frase que, dentro desta sintetização - e sem conhecê-la, mas conhecendo oCorinthians - envereda ainda mais nesta senda da Alegria Corinthiana;

"Você pode estar na pior, você pensa no Corinthians, parece que tudo se ilumina"
Carlos Bauer Filho, ferramenteiro.

A Alegria Corinthiana, portanto, é coisa primordial, é o Corinthianismo em estado puro e bruto.
Se alguém tem qualquer dúvida sobre o que é Ser Corinthiano, haverá de compreender por esta frase, então;
"Não há como explicar o sentimento de Ser Corinthiano. Mas, com certeza, não existe Corinthiano que não entenda"
Marcio Rocha, representante gráfico.

Lalau, neste livro, diz algo assim; os Fundadores não pensavam apenas em onze camaradas jogando bola. Pensavam, sim, na multidão que seguiria o Club.
Acrescentaria, se me fosse permitido, que o Corinthianscomeçou como um movimento social, com militantes, com um ideário específico e inédito, inovador e revolucionário pelo que proporcionou ao Futebol nacional e à Cultura nacional, ao devolver o Futebol ao Povo, em 1913, menos de três anos após ser fundado, e sendo o Galo da Várzea.
Corinthians, da Alegria à Militância, percorre todas as "faculdades" da Alma. É desta forma que "Ser Corinthiano" ensina a "Ser".
E na verdade pulo de uma obra à outra, vou à página 113 do Almanacão do Celso Unzelte, o "Timão 100 anos", onde nos fala o amigo Dan Stulbach, Corinthianíssimo, famoso "Tom Hanks" das novelas;
"Toda aquela gente diferente, de todos os tipos, credos e mundos, todos iguais, gritando juntos. Que dúvida eu ou alguém teria (não tinha) de como nós podíamos mudar o mundo ali? E quantas e quantas vezes fui para o campo da vida e imaginei aquela torcida. Entrei no canto e cantei com ela, imaginária camisa alvinegra no peito. Tantas, as vezes. Se a pergunta é o que é Ser Corinthiano, a resposta é o contrário. Ser Corinthiano foi o que me ensinou a Ser"
E, voltando ao livro do Lalau, fiquemos com a frase de Celso Unzelte, para finalizar a tentativa de exposição deste Mosqueteiro sobre o que é CORINTHIANISMO.

"(...)O que sei, também, é que um dos sonhos mais perseguidos pela humanidade até hoje eu só encontrei no meio da Torcida do Corinthians. É a igualdade"
AQUI É CORINTHIANS!!!


***
Reflita Corinthiano e Corinthiana, 2010 um ano tão especial para o Corinthians nosso maior amor é de se refletir o quanto vale em nossas vidas fazer parte dessa familia Corinthiana.

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